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Violência Requer Prevenção

guardiao maria da penhaAção é aliada da Lei Maria da Penha para proteger vítimas de violência.
Projeto piloto faz visitas diárias às vítimas que entraram na Justiça.

 A Lei Maria da Penha, criada para proteger mulheres vítimas de violência, ganhou um importante aliado em São Paulo. A Guarda Civil Metropolitana está visitando as vítimas para ver se os agressores estão respeitando as determinações da Justiça.

Casada e com um filho ainda bebê, uma jovem foi vítima de um terror diário por parte do companheiro. Ela procurou a polícia, mas não tinha marcas e, por isso, isso não teve apoio.
"Ele me deixava passando fome e a criança também. A policial me falou: 'você tem que ter alguma coisa, algum braço quebrado, uma costela, um dente, pelo menos'", relata.
Olho roxo, escoriações e ossos quebrados costumam ser a parte visível da violência contra a mulher, mas o que muita gente não sabe, muitas vezes, nem as vítimas ou agressores, é que a violência doméstica é considerada um crime que precisa ser combatido.

A Lei Maria da Penha define a violência psicológica como qualquer conduta que cause dano emocional, diminuição da auto-estima. Humilhações, insultos, chantagens, vigilância constantes são exemplos citados na lei, que busca combater comportamentos tão cruéis que, muitas vezes, fazem com que a vítima se sinta culpada.
"Olha pra mulher e diz: 'você tá gorda, você não faz nada direito'. A psiquê dessa mulher vai entendendo que, realmente, o que ela está fazendo o dia inteiro em casa? Por que ela não educa os filhos direito?", diz a Diana Borges de Lima, psicóloga especialista em medicina comportamental.
Foi isso que aconteceu com uma mulher e as duas filhas dela durante quase 30 anos. "O tempo inteiro me jogava pra baixo, me agredia o tempo todo", conta.
O companheiro saía e voltava para casa quando queria. Nem o pedido de separação na Justiça surtiu efeito. A situação só mudou há dois meses com a chegada dos guardiões da Lei Maria da Penha, projeto piloto que usa a Guarda Civil de São Paulo para visitar diariamente vítimas que entraram na Justiça por se sentirem ameaçadas pelo ex ou atual companheiro.
A promotora que coordenada o projeto, Silvia Chakian, diz que ele começou com 23 vítimas, mas deve ser ampliado por fazer a Justiça sair do papel e fazer efeito no dia a dia de quem sofre e corre risco: "Não podemos permitir que mulheres morram com a medida protetiva na mão. Há necessidade de maior efetividade na fiscalização dessas medidas protetivas de proteção dessas mulheres".


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